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	<title>Dicas de Viagem - América Central</title>
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		<title>O Desaparecimento do Período Clássico</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 18:51:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Desaparecimento do Período Clássico O que pôs fim ao período clássico? Há muitas teorias, mas ninguém realmente sabe. O que se sabe é que o erguimento de estelas datadas, de palácios e de prédios públicos subitamente cessou. A última estela encontrada em Tical data de 869 EC. A população abandonou os grandes centros-cidades maias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Desaparecimento do Período Clássico</p>
<p>O que pôs fim ao período clássico? Há muitas teorias, mas ninguém<br />
realmente sabe. O que se sabe é que o erguimento de estelas datadas, de<br />
palácios e de prédios públicos subitamente cessou. A última estela<br />
encontrada em Tical data de 869 EC. A população abandonou os grandes<br />
centros-cidades maias e passou a viver em pequenos povoados agrícolas<br />
espalhados. A selva, anteriormente contida, agora avançou. Nasceram<br />
arvorezinhas, que se arraigaram nas brechas dos prédios hospedeiros, e<br />
elas se tornaram grandes árvores. Suas raízes, tendo agora até metros de<br />
circunferência, racharam os cantos, romperam os blocos de calcário,<br />
debilitaram as paredes, e esmigalharam os arcos de modilhão. Tical e<br />
suas cidades-irmãs, abandonadas e esquecidas, foram ocultadas do mundo<br />
exterior, permanecendo em estado letárgico, sufocadas pelo abraço da selva.<br />
Não trariam alguma luz sobre isso os registros escritos dos maias?<br />
Poderiam trazer, não fossem seus conquistadores espanhóis do século 16.<br />
“Diego de Landa, o primeiro bispo de Iucatã, em seu rompante inicial de<br />
zelo católico, intensificou o mistério por tentar erradicar todos os<br />
vestígios da cultura maia”, comentou a revista Smithsonian. “Ele queimou<br />
grandes quantidades de códices, os livros nativos de papel de casca de<br />
árvore (sabe-se que apenas quatro dos códices maias sobreviveram até os<br />
dias atuais), que poderiam ter esclarecido os assuntos e evitado que<br />
houvesse muita confusão posterior”.<br />
Assim sendo, o mosaico de ruínas parcialmente restauradas do mundo dos<br />
maias, na América Central, ainda constitui um enigma arqueológico de<br />
nosso mundo. Silenciosamente, tais ruínas continuam postadas quais<br />
sentinelas solitárias duma outra era.</p>
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		<title>A Clássica Tical</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 18:50:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Clássica Tical Mergulhada nos mais recônditos recessos da selva de Petén, no norte da Guatemala, acha-se Tical, o maior centro clássico maia descoberto até esta data. O coração desta cidade de 130 quilômetros quadrados abrange cerca de 16 quilômetros quadrados em que podem ser encontradas mais de 3.000 estruturas que variam de humildes habitações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Clássica Tical</p>
<p>Mergulhada nos mais recônditos recessos da selva de Petén, no norte da<br />
Guatemala, acha-se Tical, o maior centro clássico maia descoberto até<br />
esta data. O coração desta cidade de 130 quilômetros quadrados abrange<br />
cerca de 16 quilômetros quadrados em que podem ser encontradas mais de<br />
3.000 estruturas que variam de humildes habitações a elevados templos no<br />
estilo zigurate. O mais alto de todos, o Templo IV, o majestoso Templo<br />
da Serpente de Cabeça Dupla, ergue-se a 65 metros de altura. O âmago de<br />
Tical é a Grande Praça de um hectare, com o Templo I, o Templo do Jaguar<br />
Gigante, a leste, e o Templo II, o Templo das Máscaras, a oeste.<br />
Qual era a finalidade destes templos? Ao passo que ainda existe<br />
incerteza sobre isso, o arqueólogo especializado em assuntos maias,<br />
Edwin M. Shook, disse a Despertai!: “Estes eram templos em sentido<br />
religioso, e foram construídos com essa finalidade. Em segundo lugar,<br />
foram usados para honrar um indivíduo, por se colocar os restos mortais<br />
dele em tal lugar reverenciado. Por exemplo, a Abadia de Westminster não<br />
foi construída para conter túmulos. Mas os britânicos honram seus<br />
grandes personagens por colocá-los na Abadia de Westminster. É<br />
exatamente isso que se tem no inteiro sistema maia. Existem poucas<br />
exceções.” Foi Shook quem descobriu e deu nomes às principais vias<br />
elevadas de Tical, em honra aos antigos exploradores — Mendez, Maudslay,<br />
Maler e Tozzer.<br />
Dos outros dois lados da Grande Praça situam-se as Acrópoles Norte e<br />
Central, que se crê sejam palácios e prédios administrativos. Perto da<br />
Acrópole Sul acha-se o Campo de Bola Triplo, que outrora ressoava com a<br />
pesada batida de uma bola de borracha desviada por jogadores vestidos de<br />
roupas protetoras. Visto que Tical acha-se situada sobre uma base de<br />
calcário poroso, através da qual se filtram facilmente preciosas águas<br />
das chuvas, foi necessário que os maias construíssem vários<br />
reservatórios, alguns dos quais eram, originalmente, pedreiras de onde<br />
se extraía o calcário. Tais cisternas eram revestidas de argila<br />
especial, para impedir o vazamento. A Acrópole Sul, as Praças Oriental e<br />
Ocidental, e a Praça dos Sete Templos, o Mercado Central, as quatro<br />
principais vias elevadas, usadas para procissões religiosas, e o<br />
conjunto de prédios do Mundo Perdido — recentemente restaurado por<br />
arqueólogos guatemaltecos — são os marcos que assinalam o que resta de<br />
Tical.</p>
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		<title>As Estelas Maias</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 18:50:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As Estelas Maias Desde tempos imemoriais, o homem tem-se esforçado de registrar seu nome e seus feitos, para a posteridade, em materiais não-perecíveis, tais como argila e pedra, conforme evidenciado pela famosa Crônica de Nabonido, da desaparecida Babilônia, e da Pedra de Roseta, do antigo Egito. Os maias não foram exceção. Foram descobertas pelo menos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As Estelas Maias</p>
<p>Desde tempos imemoriais, o homem tem-se esforçado de registrar seu nome<br />
e seus feitos, para a posteridade, em materiais não-perecíveis, tais<br />
como argila e pedra, conforme evidenciado pela famosa Crônica de<br />
Nabonido, da desaparecida Babilônia, e da Pedra de Roseta, do antigo<br />
Egito. Os maias não foram exceção. Foram descobertas pelo menos mil<br />
colunas de pedra, ou estelas, de vários tamanhos e formatos, tendo uma<br />
altura média de 2,5 a 3 metros. Entende-se agora que tais estelas eram<br />
monumentos que honravam os governantes maias — registrando seus períodos<br />
e sua história régios. As 86 estelas encontradas em Tical, na Guatemala,<br />
dão a impressão de enormes lápides tumulares. Apenas 21 delas são<br />
esculpidas em baixos-relevos, geralmente mostrando uma figura bem<br />
ornamentada com rosto voltado para a esquerda, brandindo um cetro e<br />
pisoteando cativos.<br />
Um dos mistérios que tem afligido os estudiosos dos maias tem sido a<br />
interpretação da escrita hieroglífica mais conhecida como glifos. Quanto<br />
já foi decifrado? “Acho que podemos ler cerca de 75 por cento dos glifos<br />
existentes nos monumentos atualmente”, diz David Stuart, perito em<br />
assuntos maias. “E, à base disso, parece que os maias estavam mormente<br />
interessados em registrar a linhagem de seus governantes, quando eles<br />
assumiram o cargo, quantos prisioneiros fizeram na guerra e quando<br />
realizavam cerimônias e sacrifícios ritualizados e sanguinolentos.”<br />
Três significativos passos à frente, em rápida sucessão, ajudaram em tal<br />
decifração. O primeiro, em 1958, o epigrafista Heinrich Berlin provou<br />
que os monumentos continham “Glifos Emblemáticos” que, ou identificavam<br />
as cidades maias onde tais monumentos foram encontrados, ou as dinastias<br />
maias que as governavam.<br />
O segundo grande passo à frente aconteceu em 1959, quando Tatiana<br />
Proskouriakoff, perita em assuntos maias, descobriu, em Piedras Negras,<br />
um elo entre 35 monólitos datados — propositalmente erguidos em sete<br />
agrupamentos — e que nenhum dos períodos de tempo dos sete agrupamentos<br />
abrangia mais do que o tempo mediano de vida. Mostrou-se que cada<br />
agrupamento registrava os eventos da vida real de um completo período<br />
régio. Por fim, provou-se que os hieróglifos representavam um sistema de<br />
escrita dotado de símbolos fonéticos e de estrutura gramatical.<br />
Talvez, em parte alguma nas localidades maias, seja possível encontrar<br />
estelas tão artísticas como nas lindas ruínas Copán, na região oeste de<br />
Honduras. Dentro do perímetro deste elegante centro maia acham-se muitos<br />
monólitos, peritamente entalhados, de tufo vulcânico esverdeado chamado<br />
traquito — macio quando extraído, mas que endurece gradualmente ao ficar<br />
exposto às intempéries. Superior à pedra calcária de Tical, prestava-se<br />
a maior liberdade de expressão escultural, conforme evidenciada pelos<br />
efeitos tridimensionais obtidos.<br />
Para alguns, os melhores glifos que existem são os encontrados na<br />
graciosamente antiquada Quiriguá — um pequeno e tranqüilo centro maia<br />
situado a cerca de 50 quilômetros ao norte de Copán, na região produtora<br />
de bananas da Guatemala, que outrora era uma floresta pluvial. Ao passo<br />
que o conjunto de edificações do templo não é impressionante, as 12<br />
estelas de arenito são uma outra história. A Estela “E”, que pesa 65<br />
toneladas, é o maior monumento maia; tem 11 metros de altura, 1,5 metro<br />
de largura e 1,30 metro de espessura.</p>
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		<title>O Período Clássico</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 18:49:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Período Clássico Os maias sempre procuraram quantificar e registrar o tempo, e suas maiores consecuções se deram neste campo. Em seu período clássico, de 250 EC a 900 EC, mediram com êxito o ano tropical e predisseram com exatidão os eclipses solares e lunares, e as revoluções de Vênus em relação ao sol. Peritos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Período Clássico</p>
<p>Os maias sempre procuraram quantificar e registrar o tempo, e suas<br />
maiores consecuções se deram neste campo. Em seu período clássico, de<br />
250 EC a 900 EC, mediram com êxito o ano tropical e predisseram com<br />
exatidão os eclipses solares e lunares, e as revoluções de Vênus em<br />
relação ao sol.<br />
Peritos e escribas maias mantinham registros em papel fabricado da casca<br />
interior da figueira-brava, que tinha sido batida e revestida de cal.<br />
Sua escrita, uma mistura de símbolos fonéticos que representavam<br />
unidades de som e ideografias que representavam palavras, é um dos cinco<br />
sistemas básicos de escrita desenvolvidos pelo homem. A New Encyclopædia<br />
Britannica (Nova Enciclopédia Britânica) declara que a descoberta, feita<br />
pelos maias, da numeração posicional e do zero poderia ser considerada<br />
“uma das mais brilhantes consecuções da mente humana”. A História<br />
registra apenas duas outras civilizações que desenvolveram o conceito<br />
matemático do número zero, a hindu e a árabe.<br />
Embora estas fossem consecuções surpreendentes, o arqueólogo Michael D.<br />
Coe, em seu livro The Maya (Os Maias), fornece a seguinte perspectiva:<br />
“Mas não se deve exagerar. A ciência, no sentido moderno, não existia.<br />
Em seu lugar encontramos, como no caso das civilizações mesopotâmicas,<br />
uma combinação de dados astronômicos razoavelmente exatos com aquilo que<br />
somente pode ser chamado de numerologia, desenvolvida pelos sacerdotes<br />
com finalidades religiosas.”<br />
Os maias, alcançando um auge populacional calculado em 3.000.000 de<br />
pessoas, em cerca de 40 cidades de mais de 20.000 habitantes cada uma,<br />
construíram impressionantes pirâmides e templos. Embora não possuíssem<br />
veículos com roda, transportaram enormes quantidades de pedra para tais<br />
estruturas e moldaram tais blocos com pedras mais duras, fios abrasivos,<br />
lâminas de vidro vulcânico e outros materiais naturais. Diferente dos<br />
arcos abobadados e arredondados da arquitetura romana, seis prédios,<br />
resultado de excepcionais técnicas de engenharia, utilizavam o arco de<br />
modilhão — formado pela sucessiva superposição e por camadas projetadas<br />
de pedras de ambos os lados de uma abertura e que eram conjugadas, no<br />
topo, por um capeamento. As paredes dos prédios eram requintadamente<br />
decoradas com entalhes e hieróglifos. Em adição, o período clássico<br />
identificava-se pela fabricação de vasos de cerâmica multicoloridos e a<br />
ereção de estelas, lajes eretas, em que se registravam eventos notáveis.</p>
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		<title>As ruínas maias — sentinelas solitá</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 18:49:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As ruínas maias — sentinelas solitárias duma outra era DESDE as planícies quentes e semi-áridas de Iucatã, no México, descendo pelas florestas pluviais luxuriantes e sempre-verdes da Guatemala e de Belize, e prosseguindo até os vales quentes de EL Salvador e Honduras, na América Central, acha-se um mosaico irregular de ruínas maias, parcialmente restauradas. Como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As ruínas maias — sentinelas solitárias duma outra era</p>
<p>DESDE as planícies quentes e semi-áridas de Iucatã, no México, descendo<br />
pelas florestas pluviais luxuriantes e sempre-verdes da Guatemala e de<br />
Belize, e prosseguindo até os vales quentes de EL Salvador e Honduras,<br />
na América Central, acha-se um mosaico irregular de ruínas maias,<br />
parcialmente restauradas. Como sentinelas solitárias, elas relembram uma<br />
era passada de majestosos templos e imponentes palácios peritamente<br />
projetados e decorados. Outrora a maravilha de seu mundo e atualmente um<br />
fascinante enigma arqueológico, constituem lembretes de um esplendor que<br />
desapareceu para sempre.<br />
O que tornou tão notável a civilização maia, que remonta a mais de 2.000<br />
anos? Apesar da total ausência de veículos dotados de rodas, de<br />
ferramentas de metal, de bestas de carga e do arco com chave da abóbada,<br />
e tendo de enfrentar o problema da selva que sempre se fechava sobre<br />
eles, os maias tiveram êxito em desenvolver a maior civilização indígena<br />
pré-colombiana já descoberta no continente norte-americano. “Presenciou<br />
a perfeição dum sistema de escrita o único verdadeiro sistema de escrita<br />
já desenvolvido nas Américas — e notáveis avanços na matemática e na<br />
astronomia”, comentou a revista Smithsonian. “Este povo tinha inventado<br />
o útil conceito do zero e possuía um calendário que o habilitava a fazer<br />
cômputos razoavelmente precisos dos ciclos planetários e celestiais.”</p>
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		<title>Desmatamento na América Latina</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 18:49:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Desmatamento na América Latina Em apenas 13 anos, 50 milhões de hectares de floresta na América Latina foram destruídos, o equivalente à área de toda a América Central, diz um relatório publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. No Brasil, 23 milhões de hectares foram danificados; o México perdeu 6,3 milhões de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desmatamento na América Latina</p>
<p>Em apenas 13 anos, 50 milhões de hectares de floresta na América Latina<br />
foram destruídos, o equivalente à área de toda a América Central, diz um<br />
relatório publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio<br />
Ambiente. No Brasil, 23 milhões de hectares foram danificados; o México<br />
perdeu 6,3 milhões de hectares de floresta e teve 400 mil hectares de<br />
solo cultivável degradados. El Salvador, Haiti e a ilha de Santa Lúcia<br />
perderam entre 46% e 49% de suas florestas no mesmo período. Essas<br />
estatísticas são “assustadoras”, diz a revista científica ¿Cómo Ves?, da<br />
Universidade Nacional Autônoma do México, “e são ainda mais assustadoras<br />
quando pensamos  . . . nas centenas de milhares de plantas e animais que<br />
desapareceram do nosso planeta cada vez mais seco”.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Legado de Colombo</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 18:48:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Legado de Colombo Colombo e outros exploradores fizeram mais do que descobrir as Américas — alteraram-nas radicalmente. Hoje em dia, escreve o historiador Alfred Crosby, o “botânico consegue encontrar com facilidade campinas inteiras [na América] em que mal consegue achar espécies que cresciam nos tempos da América pré-colombiana”. Conforme alistado na publicação Wilson Quarterly, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Legado de Colombo</p>
<p>Colombo e outros exploradores fizeram mais do que descobrir as Américas<br />
— alteraram-nas radicalmente. Hoje em dia, escreve o historiador Alfred<br />
Crosby, o “botânico consegue encontrar com facilidade campinas inteiras<br />
[na América] em que mal consegue achar espécies que cresciam nos tempos<br />
da América pré-colombiana”. Conforme alistado na publicação Wilson<br />
Quarterly, entre as plantas trazidas do Velho Mundo acham-se: alface,<br />
amaranto, arroz, banana, cana-de-açúcar, capim-do-campo, laranja, limão,<br />
manga, margarida, pêssego, rabanete, repolho e trigo. Os animais<br />
trazidos incluem abelha melífera, cavalo, gado bovino, estorninho,<br />
galinha, gato doméstico, jumento, ovelha, pardal, porco e rato. Mais<br />
destrutivas, porém, foram as doenças trazidas. Estas incluíam<br />
amigdalite, caxumba, coqueluche, gripe, icterícia, malária, meningite,<br />
peste bubônica, sarampo, varicela e varíola. Ao passo que diversos<br />
animais e plantas também foram levados das Américas para o Velho Mundo,<br />
crê-se que apenas uma doença foi levada: a sífilis.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A varíola toma conta das Américas</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 18:48:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A varíola toma conta das Américas Em 1492, quando Colombo chegou às Índias Ocidentais, ou Antilhas, descreveu os nativos como pessoas de ‘aspecto agradável, feições finas, estatura mediana e corpo musculoso’. Essa aparência saudável, porém, ocultava sua vulnerabilidade às doenças do Velho Mundo. Em 1518, um surto de varíola irrompeu na ilha de Hispaniola. Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A varíola toma conta das Américas</p>
<p>Em 1492, quando Colombo chegou às Índias Ocidentais, ou Antilhas,<br />
descreveu os nativos como pessoas de ‘aspecto agradável, feições finas,<br />
estatura mediana e corpo musculoso’. Essa aparência saudável, porém,<br />
ocultava sua vulnerabilidade às doenças do Velho Mundo.<br />
Em 1518, um surto de varíola irrompeu na ilha de Hispaniola. Os<br />
americanos nativos jamais haviam sido expostos à varíola, e o resultado<br />
foi catastrófico. Um espanhol que presenciou o ocorrido fez a estimativa<br />
de que apenas mil pessoas sobreviveram na ilha. A epidemia logo se<br />
alastrou, chegando ao México e ao Peru, e as conseqüências foram similares.<br />
No século seguinte, quando os colonos puritanos chegaram à região de<br />
Massachusetts, na América do Norte, descobriram que a varíola havia<br />
praticamente varrido os habitantes do território. “Os nativos foram<br />
quase todos mortos pela varíola”, escreveu o líder puritano John Winthrop.<br />
Outras epidemias seguiram a varíola. De acordo com certa fonte, por<br />
volta de um século depois da chegada de Colombo, doenças “importadas”<br />
haviam eliminado 90% da população do Novo Mundo. A população do México<br />
havia diminuído de 30 milhões para 3 milhões e a do Peru, de 8 milhões<br />
para 1 milhão. É claro que os americanos nativos não foram as únicas<br />
vítimas da varíola. “No decorrer da História humana, a varíola foi<br />
responsável pela perda de centenas de milhões de vidas, muito mais do<br />
que a peste  . . . e todas as guerras do século 20 juntas”, observa o<br />
livro Scourge—The Once and Future Threat of Smallpox (Flagelo — a Ameaça<br />
Antiga e Futura da Varíola).</p>
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		<title>Colombo, Precursor da Era dos Descobrimentos</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 18:47:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Colombo, Precursor da Era dos Descobrimentos OS 50 ANOS que se seguiram ao descobrimento da América por Colombo presenciaram a transformação do mapa do mundo. Marinheiros espanhóis, portugueses, italianos, franceses, holandeses e ingleses, na busca de novas rotas para o Oriente, descobriram novos oceanos e novos continentes. Em 1542, apenas os continentes da Austrália e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Colombo, Precursor da Era dos Descobrimentos</p>
<p>OS 50 ANOS que se seguiram ao descobrimento da América por Colombo<br />
presenciaram a transformação do mapa do mundo. Marinheiros espanhóis,<br />
portugueses, italianos, franceses, holandeses e ingleses, na busca de<br />
novas rotas para o Oriente, descobriram novos oceanos e novos<br />
continentes. Em 1542, apenas os continentes da Austrália e da Antártida<br />
não tinham sido descobertos.<br />
América do Sul. Primeiro Colombo, e logo depois Ojeda, Vespúcio e Coelho<br />
mapearam a costa da América Central e do Sul (1498-1501).<br />
América do Norte. Cabot descobriu Terra Nova em 1497, e Verrazano foi o<br />
primeiro a navegar ao longo da costa leste da América do Norte, em 1524.<br />
A Circunavegação do Mundo. Foi realizada pela primeira vez por Magalhães<br />
e Elcano, que também descobriram as Filipinas após uma viagem épica<br />
através do vasto oceano Pacífico (1519-1522).<br />
A Rota Marítima Para a Índia Via Cabo da Boa Esperança. Após contornar a<br />
extremidade sul da África, Vasco da Gama chegou à Índia em 1498.<br />
O Extremo Oriente. Os marinheiros portugueses chegaram à Indonésia por<br />
volta de 1509, à China por volta de 1514, e ao Japão em 1542.</p>
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		<title>Plantas Que Modificaram os Cardápios do M</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 18:47:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Plantas Que Modificaram os Cardápios do Mundo O DESCOBRIMENTO da América revolucionou os hábitos alimentares do mundo. Houve um rápido intercâmbio de produtos agrícolas entre o Velho e o Novo Mundo, e muitas plantas cultivadas pelos incas e pelos astecas acham-se atualmente entre os mais importantes produtos agrícolas do mundo. Batata. Quando os espanhóis chegaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Plantas Que Modificaram os Cardápios do Mundo</p>
<p>O DESCOBRIMENTO da América revolucionou os hábitos alimentares do mundo.<br />
Houve um rápido intercâmbio de produtos agrícolas entre o Velho e o Novo<br />
Mundo, e muitas plantas cultivadas pelos incas e pelos astecas acham-se<br />
atualmente entre os mais importantes produtos agrícolas do mundo.<br />
Batata. Quando os espanhóis chegaram ao Peru, a batata era a base da<br />
economia inca. A batata também crescia bem no hemisfério norte, e,<br />
dentro de dois séculos, tornara-se o principal alimento de muitos países<br />
europeus. Alguns historiadores até mesmo atribuem a este humilde, porém<br />
nutritivo, tubérculo o crescimento populacional que acompanhou a<br />
revolução industrial na Europa.<br />
Batata-Doce. Colombo se deparou com batatas-doces em sua primeira<br />
viagem. Ele as descreveu como um tanto parecidas a “grandes cenouras”,<br />
com o “sabor característico das castanhas”. Atualmente, a batata-doce é<br />
o principal alimento para milhões de pessoas de grande parte da Terra.<br />
Milho. O cultivo do milho era tão importante para os astecas que eles o<br />
encaravam como símbolo da vida. Atualmente, o milho só perde para o<br />
trigo em termos de hectares plantados no mundo.<br />
Tomate. Tanto os astecas como os maias cultivavam o xitomatle (chamado<br />
mais tarde de tomatl). No século 16, o tomate era cultivado na Espanha e<br />
na Itália, onde o gaspacho, as massas e a pizza tornaram-se alimentos<br />
favoritos. Entretanto, outros europeus só ficaram convencidos de suas<br />
propriedades nutritivas no século 19.<br />
Chocolate. O chocolate era a bebida favorita do governante asteca<br />
Montezuma II. Na época em que Cortés chegou ao México, as sementes de<br />
cacau, das quais se extraía o chocolate, eram tidas em tão alto valor,<br />
que eram usadas como dinheiro. No século 19, quando o açúcar e o leite<br />
foram adicionados para melhorar o sabor, o chocolate tornou-se campeão<br />
internacional de vendas, como bebida ou como petisco em forma de tabletes.</p>
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