Diferente, mas Não Tão Novo
Diferente, mas Não Tão Novo
Alguns encaram o descobrimento, a colonização e a conversão da América
como o “encontro de duas culturas”. Outros os encaram como “exploração”,
ao passo que alguns os condenam veementemente como “estupro”. Seja qual
for a forma que encaramos isso, foi sem dúvida o início duma nova era,
uma era de crescimento econômico e desenvolvimento técnico, apesar de à
custa dos direitos humanos.
Foi o navegador italiano Américo Vespúcio que, em 1505, cunhou o termo
“Novo Mundo” para descrever o novo continente. Sem dúvida, muitos
aspectos eram novos, mas os problemas fundamentais do Velho Mundo também
eram endêmicos no Novo Mundo. As tentativas fúteis de tantos
conquistadores espanhóis de encontrar o lendário Eldorado, lugar de ouro
e de abundância, revelam que as aspirações humanas não foram satisfeitas
com a descoberta dum novo continente. Serão tais aspirações algum dia
satisfeitas?
[Nota(s) de rodapé]
O desejo de evangelizar o Novo Mundo foi até mesmo usado para justificar
a força militar. Francisco de Vitória, destacado teólogo espanhol da
época, argumentou que uma vez que os espanhóis estavam autorizados pelo
papa a pregar o evangelho no Novo Mundo, estavam justificados a guerrear
com os índios para defender e estabelecer esse direito.
Mai022011
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